Movie Review: “Marie Kroyer”, de Billie August

Ainda sobre a Mostra de Cinema Nórdico, digo que, o último dia começou com um filme um tanto marcante, mas que tenho certa dificuldade em reproduzir aqui, de modo que esta resenha não será muito mais do que uma pequena nota. Refiro-me ao filme dinamarquês Marie Kroyer.

Ambientado na Jutlândia do final do século XIX, o filme narra a história da vida familiar da pintora dinamarquesa Marie Kroyer e seu marido, o também pintor P. S. Kroyer, que faziam parte dos chamados “Pintores de Skagen”, pelo fato de estar estabelecida na localidade deste nome, ao norte do país. Apreciadores do contraste intenso com a luz, este estilo foi influenciado pleo naturalismo e realismo franceses e teve também como representantes Michael e Anna Ancher, dentre outros.

O casal Kroyer vivia com sua prole nesta região pacata e afastada da agitação urbana. Viviam principalmente para sua arte. Mas não viviam reclusos; ao contrário, suas obras eram muito solicitadas nos salões de arte e pela alta sociedade de Copenhague. Peder Kroyer se destacava mais e acabava por ser mais valorizado, mas o talento de sua mulher também era reconhecido. Um quadro perfeito, não?

Não. Peder Kroyer sofre de uma doença mental que o deixa cada vez mais esquisito e violento. Marie, que tem de se desdobrar em suas funções de mãe, dona de casa, esposa e artista, é quem mais sofre com a progressiva mudança do marido, suas internações e crises. Ela torna-se uma mulher cada vez mais angustiada.

Não suportando mais essa situação ela viaja em férias, a fim de recuperar algo de seu equilíbrio. Acaba por conhecer aí o compositor sueco Hugo Alfvén, que rapidamente se transforma de amigo para amante. O caso é descoberto por Peder, que quase mata o rival num surto. Depois de idas e vindas, Marie separa-se do marido, mas perde a guarda da filha para a antiga governanta, que cuidara da menina quando ela viajara. Triste, Marie deixa o lugar, em busca de uma terra que não lhe seja carregada de emoções tão fortes para seguir com a vida.

Com uma fotografia belíssima (uma das mais belas que já devo ter visto), que contrasta claramente com o pesado drama vivido pela protagonista, o filme é uma maravilha aos olhos do espectador e um deleite para quem aprecia a arte, em suas variadas linguagens.

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Movie Review: “Histórias de Estocolmo”, de Karin Fahlén

Uma história cujo principal personagem não é um homem, uma mulher ou uma criança mas sim uma cidade, uma das maiores cidades da Europa: essa frase vem à guisa de introdução de Histórias de Estocolmo, de Karin Fahlén.

O primeiro filme que vi na mostra de cinema anteriormente citada é assim: nele destaca-se não as figuras individuais e variadas que o compõe, mas a cidade de Estocolmo. A capital sueca, em dias frios e chuvosos, com sua multidão de habitantes, mostra-se nos através das vidas de pessoas como o jovem escritor Johan; a estranha publicitária de meia-idade Jessica; a jovem Anna, despejada de seu apartamento e sem ter para onde ir; Douglas, o estudante de economia que sonha em ser designer de jogos eletrônicos; dentre outros. Uma história complexa feita dos dramas, aspirações, rotinas, contratempos, tristezas e também alegrias dessas vidas que, ao longo da película se entrelaçam, mostrando do que é feita a vida na cidade.

Tomemos como um primeiro exemplo Jessica. Ela é solteira, sem filhos e candidatou-se ao programa de adoção, mas foi rejeitada por ser demasiadamente reclusa e sem um círculo social. Isso a é uma fonte de frustração para ela. Mas isso não a impede de seguir em frente e, num episódio um tanto quanto burlesco ( a disputa insistente por uma cesta de delicatessen num sorteio promovido pela escola de sua sobrinha), encontrar um homem capaz de quebrar a solidão de sua vida amorosa: Thomas ( Jonas Karlsson), o funcionário do Ministério das Finanças responsável pelo despejo de Anna.

Anna, a despejada irmã de Johan, mostra-se bem mais problemática. Sem ter para onde ir, sem um emprego realmente fixo nem relevantes laços familiares, ela encontra na rua seu antigo amigo Douglas (Filip Berg), um tímido rapaz que, apesar de acadêmico de economia, planeja dedicar-se a desenvolver jogos eletrônicos e está de olho na possibilidade de mudar-se para Xangai. Ele tem conflitos com o próprio pai, e ela, com todos. Mantém um caso homossexual com a chefe de Thomas, que é casada, e cuja casamento é ameaçado pela possível revelação exigida pela irmã de Johan.

Johan é, talvez, quem realmente poderia ser chamado de o personagem mais importante da trama. Este jovem escritor, interpretado por Martin Wallstrom, é filho de um consagrado escritor já falecido e tenta se firmar no mundo das letras. Ao contrário do pai, um erudito ao gosto da academia, Johan diz-se “meio modernista”, com propostas inovadoras. Tem um interesse quase obsessivo com o tema do blecaute, que explora exaustivamente em seu livro de poemas, publicado por uma editora pequena e que ele tenta promover todo o tempo, presenteando pessoas do meio com ele, como Gustav, um editor renomado e que se interessa por ele devido ao prestígio de seu pai. Todavia é inútil, pois Johan é considerado por ele e pelo roteirista Coletho como medíocre, sem futuro, “um péssimo escritor”. Num ato de desespero, ele deita fora do alto de um prédio um roteiro sobre um romance cujo personagem principal é sua cidade de Estocolmo e, usando da força, invade a companhia elétrica para forçar os funcionários a desligarem a eletricidade da capital sueca, fazendo com que Estocolmo fique na escuridão por alguns minutos, vivendo assim (e também fazendo viver os outros) o paradoxo da “luz x escuridão” que tanto o fascina. Ele mesmo pede o religamento da energia e que a polícia seja chamada. No caminho da delegacia acaba por cruzar com vários dos personagens da trama, todos dando novos rumos em suas existências de certo modo conturbadas. E ele sorri.

Um filme interessante e belo, mostrando o vazio que pode se apossar da vida nas grandes cidades urbanas, mas sem amargura ou negativismo. Arrisco mesmo a dizer que chega a ser terno. Histórias de Estocolmo é um filme difícil de narrar, mas que vale muito a pena assistir.

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Movie Review: “Eu Sou Sua”, de Iram Haq

No mês passado pude ir ao Festival de Cinema Nórdico do Centro Cultural Dragão do Mar, aqui em Fortaleza. Várias produções do cinema escandinavo foram exibidas em diversos horários, e gostaria de comentar sobre algumas das que pude assistir. Começarei pelo norueguês “Eu sou Sua” (Jeg Er Din), de 2013.

Dirigido por Iram Haq, o filme conta a história de Mina, uma atriz norueguesa de família paquistanesa de 27 anos, tentando firmar-se na vida. Ela tem um filho chamado Felix, de 6 anos de idade, fruto de um casamento malsucedido e já terminado. Bonita, batalhadora, Mina, vivida pela atriz nepalesa naturalizada norueguesa Amrita Acharia, tem um sério problema para manter um novo relacionamento de forma estável. O fato de ser uma mãe solteira assusta alguns homens, mas ela própria se mostra pouco madura para um namoro duradouro, embora muito o queira. E isso é fonte de desgosto para sua família, de valores islâmicos tradicionais.

Ela acaba por conhecer um cineasta chamado Jesper (Ola Rapace), e se entrega a esta nova paixão. Chega a ir a Estocolmo visitá-lo devido ao fato de ele passar uma temporada lá desenvolvendo um projeto, e cogita mudar-se para a capital sueca para viver com o namorado. No entanto ele também se mostra imaturo e não resiste às obrigações de um namoro e, principalmente, à presença de Felix. Com lágrimas nos olhos, Mina volta para Oslo numa madrugada.

Começa ela como que a descer ladeira a baixo na vida. Mina mostra-se cada vez mais desesperada por um amor, mas cada vez menos centrada, cada vez mais desorientada. Mergulha em sua lascívia (o filme tem algumas cenas de sexo e de masturbação), mas ela se mostra impotente para preencher o vazio existencial que se abre cada vez mais em sua vida. Isso irrita seus pais ao ponto de expulsá-la de casa, chamando-a de prostituta.

Apesar de amá-lo muito, com toda a sinceridade, Mina alegra-se quando Felix passa alguns dias com o pai, que já está num novo casamento e com a vida bem encaminhada. Por fim, vendo aquele lar unido e feliz, seu sofrimento a faz chorar bastante e afastar-se, no encerramento do filme.

“Eu Sou Sua”, sendo ou não a intenção do diretor, acaba por nos mostrar o terror do que é a vida sem sentido e como enchê-la de coisas menos nobres, por mais atraentes e aprazíveis que possam parecer ou mesmo ser, não é possível. Imagino o Dr. Viktor Frankl assistindo a este filme. Ele é, aliás, um prato cheio para logoterapeutas.

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Movie Review: “O Jardim das Aflições”, de Josias Teófilo

Assisti na noite de quinta-feira a sessão de estréia de O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo, em Fortaleza e confesso que ainda estou embasbacado com o forte impacto que o filme me causou. Razões para isso não faltam.

Desde logo posso apresentar algumas razões técnicas. Creio que poucos filmes brasileiros apresentam uma fotografia tão bela e tão adequada ao tema, algo muito mais comum ao cinema europeu. Ela harmoniza-se muito bem com a trilha sonora (sinfonia n. 1 de Jan Sibelius), prendendo a atenção do expectador logo nos primeiros minutos.

O roteiro também é muito bem elaborado. Dividido em três partes, inicia como um comentário ao livro que empresta título ao filme, para depois abordar outros temas da filosofia olaviana e desembocar na terceira parte, “Como se tornar quem se é”. Entrecortando tudo isso temos cenas da vida do filósofo. de sua casa-biblioteca e a dinâmica de sua família.

Explicando o tema do poder presente nas páginas finais de O Jardim das Aflições, Olavo de Carvalho demonstra mais uma vez como a expansão de direitos no mundo moderno, longe de significar um aumento vertiginoso da liberdade, consiste no aumento extraordinário do poder estatal; uma vez que decide-se que cabe ao Estado prover diversas garantias aos seus cidadãos, este amplia a legislação e toda a estrutura necessária à realização dos tais direitos. E seguem-se considerações sobre a vida americana, o Brasil, a cultura, a vida, etc.

Não há como não se impressionar com a titânica biblioteca do filósofo, que ocupa boa parte de sua casa. Livros e mais livros sobre os mais diversos assuntos, com autores das mais diferentes posições; um desavisado certamente se surpreenderá ao saber que ele, referência da direita brasileira, possui as obras completas de Lenin, Stalin, Trótstki e outros autores comunistas, todos bem lidos e estudados. Mas, afinal de contas, não deve ser assim a biblioteca do autêntico estudioso, do verdadeiro intelectual? Aberta a todas as correntes possíveis não em nome de algum relativismo debilitante, mas simplesmente porque sabe que o que deve ser estudado deve ser estudado independentemente dos próprios posicionamentos pessoais.

Muito me chamou a atenção a parte na qual Olavo declara que a razão de seu ingresso na vida intelectual ter-se dado não por um mero gosto por literatura, filosofia ou alguma outra disciplina, mas por ele querer entender o sofrimento humano de forma mais completa possível. Aqueles que acompanham o filósofo com atenção a anos vão perceber a ponta autobiográfica aqui. Também comovem as cenas familiares, nas quais o homem tido por alguns como um feroz guerreiro revela-se um pai amoroso, um avô dedicado e um marido apaixonado.

Mas, qual é, emfim, a grande sacada do filme? Política? Polêmicas? Nada disso. É a Filosofia. Que é nele apresentada menos como uma exposição de conceitos e doutrina (o que acabaria por transformar a película numa grande aula) do que na própria personalidade do filósofo, na vida de Olavo de Carvalho. E é essa a característica que faz com que seja, de certo modo, tão difícil falar desse filme, por mais que ele impacte o espectador, em oitenta minutos que se passam como se meia hora fossem. Talvez, por ora, para possibilitar uma conclusão, seja o caso da lição já ensinada pelo mestre da Virgínia: a maior força que existe é a personalidade. A personalidade trabalhada no fogo de uma vida intensa e no longo e duro estudo de um gigante como Olavo de Carvalho. Quem não saiu da sessão querendo conhecê-lo de perto, estudar mais e amadurecer, não aproveitou o que podia do filme.

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O que estudar

Há uns dias o Mário Chainho perguntou as seus contatos de Facebook sobre o que andavam a estudar. Achei interessante o tópico e as respostas dadas. Comecei a listar o que mais me chama interesse no momento, que em grande parte converge com as metas intelectuais que já postei por aqui, com a diferença que a lista atual me parece mais correta e realista.

Os temas estão bem discriminados, ao mesmo tempo que se comunicam uns com outros. Me parece coerente, a realidade é assim.

1) Filosofia e Teoria do Direito: o que é o Direito?
2) Direito Constitucional: o fundamento da ordem jurídica da sociedade política;
3) Direito Internacional Público: o Direito e as Relações Internacionais;
4) Direito Internacional Privado: o Direito Civil internacional
5) História do Direito: o Direito ao longo do tempo;
6) História da Filosofia: a Filosofia ao longo do tempo;
7) Ética: o agir correto;
8) Metafísica;
9) Filosofia Política: o que é a política?
10) Filosofia da História: o que é a História?
11) Teodicéia: Filosofia e Religião;
12) Filosofias-guias: Sócrates, Platão, Aristóteles, Confúcio, Santo Agostinho. Santo Tomás de Aquino, Eric Voegelin, Louis Lavelle, Roger Scruton, Mário Ferreira dos Santos, Olavo de Carvalho, Álvaro Ribeiro…;
13) Filosofia luso-brasileira;
14) História do Cristianismo;
15) História Contemporânea da Igreja: a crise do Concíclio Vaticano II (Tradição x Modernismo);
16) Sacramentos;
17) Teologia Moral: a conduta cristã;
18) Escatologia: o destino último do homem;
19) Eclesiologia: o que é a Igreja?
20) Igreja Católica x Maçonaria
21) História do Brasil;
22) História Ibérica: nossas raízes;
23) História da França;
24) História dos Estados Unidos: protagonista da contemporaneidade;
25) História medieval: a era da Cristandade;
26) História contemporânea: o fenômeno revolucionário;
27) História do Comunismo: o flagelo do século XX;
28) Relações Internacionais, Nova Ordem Mundial e geopolítica contemporânea;
29) A diplomacia brasileira no mundo contemporâneo;
30) Literatura: obras, história, técnicas e educação do imaginário;
31) Noções de psicologia;
32) Desenvolvimento da personalidade.

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Plano de leituras de 2017

livro

Como de hábito, eis aqui minha lista de leituras para este ano. Como de hábito, não restringi-la a apenas sessenta livros (embora tenha reduzido bastante em relação ao ano passado) nem nunca o farei: embora seja diretamente inspirada no modelo aconselhado por Olavo de Carvalho, minha lista tem mais categorias do que o esquema por ele proposto, e minhas ambições intelectuais e profissionais demandam um número maior de títulos. Como no ano passado, não tenho a ilusão de lê-la por inteiro, mas se conseguir ler ao menos 50 obras, dou-me por bem-sucedido. Ei-las:

1-LITERATURA

1) Os Sete Contra Tebas – Ésquilo
2) Antígona – Sófocles
3) Os Bruzundangas – Lima Barreto
4) A Mulher Que Fugiu de Sodoma – José Geraldo Vieira
5) A Ladeira da Memória – José Geraldo Vieira
6) O Albatroz – José Geraldo Vieira
7) O Mundo Como Ideia – Bruno Tolentino
8) A Tragicomédia Acadêmica – Yuri Vieira
9) O Primo Basílio – Eça de Queiroz
10) Contos – Eça de Queiroz
11) A Ilustre Casa de Ramires – Eça de Queiroz
12) Antologia – Eugénio de Castro
13) O Livro do Desassossego – Fernando Pessoa
14) Le Pére Goriot – Honoré de Balzac
15) L’Education Sentimentele – Gustave Flaubert
16) Trois Contes – Gustave Flaubert
17) Chroniques Italiennes – Stendhal
18) Contes de la Bécasse – Guy de Maupassant
19) Le Noeud de Víperes – François Mauriac
20) Diário de um Pároco da Aldeia – George Bernanos
21) Poesias – Stéphane Mallarmé
22) Os Demônios – Fiódor Dostoiévski
23) A Cavalaria Ligeira – Nicolai Bábel

2- Estudos Literários e Artísticos

1) Muita Retórica, Pouca Literatura – Rodrigo Gurgel
2) Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira – Otto Maria Carpeaux
3) Perché Leggere i Classici – Italo Calvino
4) História da Arte – E. M. Gombrich

3- História, Memória e Jornalismo

1) Brasil: De Getúlio a Castelo – Thomas Skidmore
2) Brasil: De Castelo a Tancredo – Thomas Skidmore
3) O Comunismo no Brasil – John Foster Dulles
4) O Retrato – Osvaldo Peralva
5) A Verdade Sufocada – Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra
6) As Barbas do Imperador – Lilia Moritz Schwarz
7) O Luso e os Trópicos – Gilberto Freyre
8) O Mundo que o Português Criou – Gilberto Freyre
9) A Morte de Portugal – Miguel Real
10) O Enigma Português – Francisco Cunha Leão
11) Portugal, Portugueses – José Manuel Sobral
12) A Primeira República Portuguesa – A. H. Oliveira Marques
13) O Relato Secreto da Implantação da República – Costa Pimenta (org.)
14) 25 de Abril: Mitos de uma Revolução – Maria Inácia Rezola
15) O Equívoco do 25 de Abril – Sanches Osório
16) D. Afonso Henriques – José Mattoso
17) D. Sebastião – Maria Augusta Lima Cruz
18) Breve Historia de España – Fernando G. Cortázar e J. M. González Vesga
19) Lo Que el Mundo Le Debe a España – Luis Suárez
20) A Era dos Impérios – Eric Hobsbawn
21) A Era dos Extremos – Eric Hobsbawn
22) Camaradas – Robert Service
23) História Concisa da Revolução Russa – Richard Pipes
24) Fuga do Campo 14 – Blaine Harden
25) Nada a Invejar – Barbara Demick
26) Querido Líder – Jang Jin-Sung
27) Memórias (2 vols.) – Miguel Reale
28) Ronald Reagan – John Patrick Higgins
29) “Bruno Tolentino”- Pedro Sette-Câmara
30) El Pez em el Agua – Mario Vargas Llosa
31) Il Mestiero di Vivere – Cesare Pavese
32) Diário da Corte – Paulo Francis
33) No Japão – Oliveira Lima

4- Ciências Sociais e Políticas

1) Pare de Acreditar no Governo – Bruno Garschagen
2) O Que é o Conservadorismo – Roger Scruton
3) Elogio do Conservadorismo – João Camillo de Oliveira Torres
4) Diplomacy – Henry Kissinger
5) World Order – Henry Kissinger
6) Paz e Guerra entre as Nações – Raymond Aron
7) América Debilitada – Donald Trump
8) Origens do Totalitarismo – Hannah Arendt
9) Main Currents of Marxism – Lezsek Kolakowski

5- Direito

1) Lecciones de Historia del Derecho Romanao – Pablo Fuenteseca
2) A Historicidade do Direito e a Elaboração Legislativa – José Pedro Galvão de Sousa
3) Filosofia do Direito – Michel Villey
4) Filosofia do Direito – Gustav Radbruch
5) Filosofia do Direito e do Estado (2 vols.) – L. Cabral de Moncada
6) Temas e Perfis da Filosofia do Direito Luso-Brasileira – Paulo Ferreira da Cunha
7) Jurisdição Constitucional – Gilmar Mendes
8) Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade – Gilmar Mendes
9) Curso de Direito Internacional Privado – Maristela Basso
10) Lições de Direito Internacional Privado – João Baptista Machado
11) Estatuto do Estrangeiro – Yussef Cahali
12) Direito Internacional – Jónatas Machado
13) O Novo Processo Civil – Luiz Guilherme Marinone et alii.

6- Economia

1) Le Capital au XXem Siécle – Thomas Piketty
2) Desmascarando o Marxismo – Ludwig Von Mises

7- Ciências Naturais

1) Como Vejo o Mundo – Albert Einstein

8- Psicologia e Educação

1) Em Busca de Sentido – Viktor Frankl
2) O Que Não Está Nos Meus Livros – Viktor Frankl
3) Controle Cerebral e Emocional – Narciso Irala
4) Introdução à Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea – Stefan Hofman
5) A Vida Intelectual – A. D. Sertillanges
6) La Trahison dês Clercs – Julien Benda
7) A Cultura Inculta – Alan Bloom

9- Religião

1) Catecismo Maior de São Pio X
2) História de Cristo – Giovanni Pappini
3) A Infância de Jesus – Bento XVI
4) Jesus de Nazaré I – Bento XVI
5) Jesus de Nazaré II – Bento XVI
6) Introdução ao Cristianismo – Bento XVI
7) Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental – Thomas Woods Jr.
8) É Cristo Que Passa – São Josemaría Escrivá
9) El Hombre de Villa Tevere – Pilar Urbano
10) Entrevista Sobre o Fundador do Opus Dei – Álvaro Del Portillo
11) Do Liberalismo à Apostasia – Mons. Marcel Lefebvre
12) Carta Aberta Aos Católicos Perplexos – Mons. Marcel Lefebvre
13) La Lámpara Bajo El Celemín – Pe. Álvaro Calderón
14) O Reno se Lança no Tibre – Ralph Wiltgen, S.V.D.
15) Rerum Novarum – Leão XIII
16) Quadragesimo Anno – Pio XI
17) Divini Redemptoris – Pio XI
18) Maçonaria e Ação Política – Waldemar Zweiter
19) A Conjuração Anticristã – Mons. Henri Delassus

10- Filosofia

1) Histore de La Philosophie (3 vol.) – Yvon Belavall et alii.
2) História Essencial da Filosofia (Aulas 1-13) – Olavo de Carvalho
3) A Dialética Simbólica – Olavo de Carvalho
4) Aristóteles em Nova Perspectiva – Olavo de Carvalho
5) Filosofia e Cosmovisão – Mário Ferreira dos Santos
6) Metafísica – Aristóteles
7) Organon – Aristóteles
8) A Presença Total – Louis Lavelle
9) As Religiões Políticas – Eric Voegelin
10) A Razão Animada – Álvaro Ribeiro
11) A Fenomenologia do Mal – Orlando Vitorino
12) As Teses da Filosofia Portuguesa – Orlando Vitorino
13) Pensamento Atlântico – Paulo A. Borges

Livros inspecionais

1) Bíblia de Jerusalém
2) Catecismo da Igreja Católica
3) Código de Direito Canónico
4) A Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
5) Os Padres da Igreja – Bento XVI
6) Caminho – São Josemaría Escrivá
7) Sulco – São Josemaría Escrivá
8) Forja – São Josemaría Escrivá
9) Didaché
10) Suma Teológica –Sto. Tomás de Aquino
11) Denzinger
12) O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota – Olavo de Carvalho
13) O Jardim das Aflições – Olavo de Carvalho
14) História da Filosofia – Giovanni Reale e Dario Antisieri
15) História do Pensamento Filosófico Português – Pedro Calafate
16) Dicionário de Filosofia Portuguesa – Pinharanda Gomes
17) A Filosofia do Século XX – F. Heinemann
18) Curso de Filosofia – Regis Jolivet
19) Manual de Filosofia – Armand Cuvellier
20) Noemas de Filosofia Portuguesa – Miguel Bruno Duarte
21) Vade Mecum
22) Filosofia do Direito – Miguel Reale
23) Filosofia do Direito – Soares Martínez
24) História do Direito Português – Marcelo Caetano
25) Historia de La Filosofía Del Derecho y Del Estado (3 vols.) – Antonio Truyol y Serra
26) Introdução Histórica ao Direito – John Gilissen
27) Historia Del Derecho Romano – V. Arangio-Ruiz
28) Curso de Direito Civil (7 vols.) – Paulo Nader
29) Direito Civil (7 vols.) – Silvio Rodrigues
30) Direito Constitucional – Alexandre de Moraes
31) Curso de Direito Constitucional – Paulo Bonavides
32) Instituciones de Derecho Internacional Público – Manuel Diez de Velasco
33) Direito Internacional Público – Francisco Ferreira de Almeida
34) Direito Internacional Público – Alain Pellet et alii.
35) Direito Internacional Público e Privado – Paulo Gonçalves Portela
36) Curso de Direito Processual Civil (3 vols.) – Luiz Guilherme Marinone
37) Novo Código Civil Comentado – Ricardo Fiúza (org.)
38) Código Civil Anotado – Pires de Lima e Antunes Varela
39) Constituição da República Portuguesa
40) Direito Constitucional e Teoria da Constituição – J.J. Gomes Canotilho
41) Direitos Reais – António Santos Justo
42) Direito Comercial Português – Filipe Cassiano dos Santos
43) Direito do Trabalho – Sergio Pinto Martins
44) Direito Processual do Trabalho – Sergio Pinto Martins
45) Dicionário de Sociologia – Allan Johnson
46) Dicionário de Política – J. P. Galvão de Sousa et alii.
47) História da Literatura Portuguesa – António Saraiva e Óscar Lopes
48) Antología de La Literatura Española Del S. XX – Arturo Ramoneda
49) As Flores do Mal – Charles Baudelaire
50) Mensagem – Fernando Pessoa
51) Poemas de Alberto Caeiro – Fernando Pessoa
52) Indícios de Oiro – Mário de Sá-Carneiro
53) Poesia Errante – Carlos Drummond de Andrade
54) Últimos Sonetos – Cruz e Souza
55) Poesias – Konstantinos Kafávis
56) Poetas Francese do Século XIX – José Lino Gruneald (org.)
57) Vaga Música – Cecília Meireles
58) Poesia Lírica – Luís de Camões
59) Poesia Completa – Gregório de Matos
60) Zodíaco – Da Costa e Silva
61) Sangue 47 – Da Costa e Silva
62) Desafio – Pedro Lyra
63) Sonetos – William Shakespeare
64) Gramática Alemã – Herbert Andreas Welker
65) Gramática de Espanhol para Brasileiros – Esther Maria Milani
66) Suma Gramatical – Carlos Nougué
67) Nova Gramática do Português Contemporâneo – Celso Cunha e Lindley Cintra
68) Gramática Metódica da Língua Portuguesa – Napoleão Mendes de Almeida
69) Gramática Latina – Napoleão Mendes de Almeida
70) História do Brasil – Boris Fausto

Portanto, chega de dispersões e ao trabalho!

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Livros lidos em 2016

Ano novo, mas ainda faltam pendências de 2016. Por ora, minha lista de leituras do ano passado.

Sim, eu poderia ter feito mais, lido mais e com mais disciplina. Pretendo corrigir essa falha em 2017. Houve também uma desorganização no fim do ano, pelo fato de meu computador ter quebrado. Portanto posso ter me esquecido de alguns títulos, mas foi pouca coisa. E então, lá vai:

LIVROS LIDOS EM 2016

1)Noites de Lamego – Camilo Castelo Branco (02/01)
2)Escola Formal – Álvaro Ribeiro (09/01)
3)Sonetos – Florbela Espanca (15/01)
4)Odes Modernas – Antero de Quental (18/01)
5)Em Busca da Prosa Perdida – Antônio Fernando Borges (24/01)
6)Como Ser um Conservador – Roger Scruton (08/02)
7)India: A Wounded Civilization – V. S. Naipaul (25/02)
8)Sangue – Da Costa e Silva (03/03)
9)Zodíaco – Da Costa e Silva (10/03)
10)Invasão Vertical dos Bárbaros – Mário Ferreira dos Santos (22/03)
11)Apologia e Filosofia – Álvaro Ribeiro (05/04)
12)Doze Casamentos Felizes – Camilo Castelo Branco (24/04)
13)Teoria do Estado – Paulo Bonavides (17/05)
14)Fado – José Régio (03/06)
15)História do Direito Português. Fontes de Direito – Nuno J. Espinosa Gomes da Silva (23/06)
16)Casa-Grande & Senzala – Gilberto Freyre (16/07)
17)Aristóteles em Nova Perspectiva – Olavo de Carvalho (07/08)
18)Os Maias – Eça de Queiroz (17/08)
19)O Sofrimento de uma Vida sem Sentido – Viktor Frankl (20/09)
20)Historia de La Filosofía Del Derecho y Del Estado I: De los Orígenes a La Baja Edad Media – Antonio Truyol y Serra (03/10)
21)Viagem – Cecília Meireles (09/10)
22)Vaga Música – Cecília Meireles (12/10)
23)Eutífron – Platão (14/10)
24)Críton – Platão (16/10)
25)O Simpósio – Platão (31/10)
26)Maçonaria para Profanos e Neófitos – Zilmar de Paula Barros (19/11)
27)Los Francmasones – Mons. De Ségur (29/11)
28)Catecismo Del Opus Dei (13/12)
29)Catecismo da Igreja Católica (23/12)
30)Los Masones – César Vidal (30/12)

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