Vamos à vitória!

ca. 1820-1840 --- This engraving is a copy of the painting by Pelagio and was published in a travel book by Giulio Ferrario. --- Image by © Stapleton Collection/Corbis

ca. 1820-1840 — This engraving is a copy of the painting by Pelagio and was published in a travel book by Giulio Ferrario. — Image by © Stapleton Collection/Corbis

E eis que mais um dia se encerra. Todos vão dormir, pensando no descanso ou já nos afazeres do sia seguinte. O que pouca gente pensa é: que tenho feito para me tornar uma pessoa melhor?

Sim, o hábito do autoexame (bem como do exame de consciência, que é semelhante mas que aqui não foi chamado porque não estou a falar de religião) anda em baixa. Raros, raríssimos são aqueles que tiram alguns minutos do dia para fazer um diagnóstico de si mesmos, de seus defeitos, suas limitações e de como resolver esses problemas. O mundo moderno é feito de pessoas que costumeiramente entendem por “problema” os assuntos da vida exterior com implicações das mais materiais: pagar aquela conta, entregar o relatório no prazo, fiscalizar tal ou qual político, etc. Nem todos atentam devidamente para a importância de saber se se está crescendo espiritualmente, intelectualmente ou psicologicamente, por exemplo. Há quem até reconheça a importância disso, mas não dá a esse reconhecimento nenhuma expressão prática.

Tive a sorte de entender há já algum tempo que tronar-me uma pessoa melhor não é apenas algo “bom” ou “desejável”. É a própria meta da minha vida. Vim ao mundo para isso. Deus deu-me esta vida (e isso vale para a de qualquer um, mesmo para os mais ateus) para que eu O ame e O sirva. Como não posso, então esforçar-me para ser melhor para assim cumprim minha missão? A parábola do senhor que distribuiu talentos a seus servos e depois partiu contém toda uma pedagogia a respeito de como devemos cuidar ao máximo do nosso tesouro e desenvolver nos maiores níveis possíveis.
Mas já divago pelo caminho da religião, senda esta que, como disse lá acima, não quero adentrar agora. Um nível mais terreno por ora é mais do que bastante. E acontece o seguinte: nenhum êxito terrono vale algo se se continua a ser insignificante, fraco, medíocre. Assim, comprometi-me comigo mesmo a aperfeiçoar-me continuamente, focando-me nestas cinco áreas vitais:

1) Espiritual: Viver o cristianismo e obedecer fielmente a Igreja;
2) Humana: ser um bom amigo, bom filho, bom familiar, tratar a todos com o respeito devido, agir corretamente;
3) Profissional: desenvolver ao máximo minhas habilidades profissionais, ser um profissional exemplar, ganhar o máximo de dinheiro possível trabalhando dura e honestamente;
4) Psicológica: ser senhor dos meus pensamentos e comportamentos, afastar os pensamentos parasitas e trabalhar as sensibilidades de forma a ter uma mente mais centrada e madura;
5) Intelectual: ter uma vida de estudos produtiva, que responda aos meus anseios de entender o mundo e ajude os demais no mesmo sentido. Ser um erudito, mas buscar acima disso a verdade e a sabedoria, com toda a honestidade possível.

Pode alguém ser imaturo e ainda assim enriquecer? Pode. Pode alguém ser um autêntico santo sem grande esforço intelectual? Sim. Pode-se ser, ao mesmo, um erudito e um canalha? Sem dúvidas! Mas quem não percebe que uma existência assim é grandemente falha, que o “sucesso” aí é tão parcial que até constrange o observador mais atento? Por que não esforçar-se continuamente para ser o melhor possível em todos os aspectos? O resultado final não compensa todo o esforço?

Deixo aos leitores um tema para reflexão para que tomem suas decisões. Quanto a mim, a resposta à última questão é SIM!

Fábio V. Barreto

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
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