O campeão das redes sociais

Redes sociais. Fenômeno que estourou desde a década passada, se não me falha a memória, e que, ao que parece, veio para ficar. Começou com o Orkut, que logo se tronou um fenômeno mundial e febre no Brasil. Outras redes surgiram e tentaram seu lugar ao sol pegando carona no projeto do engenheiro turco radicado nos EUA, mas a imensa maioria não teve muito êxito. Há uns anos, o Orkut entrou numa crise terminal que acabou com o seu encerramento em 2014. Foi o fim de um ciclo importante na internet brasileira.

Ele foi engolido pelo Twitter e, principalmente, pelo Facebook, a nova febre do momento, tão forte que é quase impensável que alguém ou alguma empresa, sindicato, órgão oficial ou assiciação não tenha sua própria página na rede de Mark Zuckerberg. Virou ponto para o compartilhamento de fotos, detalhes do cotidiano, campanhas políticas e sociais, encontros amorosos, eventos religiosos , debates culturais e tudo mais o que seus usuários puderem imaginar. Até quando durará? Só Deus sabe. Decerto, até alguém inventar outra rede social com conceitos inovadores e bastante atrativos.

Desde o começo sou usuário de redes sociais, gosto bastante delas. Conheci muita gente boa (e má) por meio delas, estabeleço contatos, faço pesquisas e participo de debates. E nesses debates o que não faltam são as famosas “tretas”, que raramente conduzem a algo de fato proveitoso.

Pois bem: esse texto foi para declarar, em alto e bom som que, a partir de 1 de Janeiro de 2016, mas já fazendo agora as necessárias mudanças, moderarei mais severamente do que nunca o uso de redes sociais e recomendo a todos os que querem usar seu tempo de maneira mais produtiva a fazer o mesmo. Trata-se de uma invenção maravilhosa, mas que tem um imenso potencial dispersivo. Quantos não gastam horas se ocupando de fatos da vida alheia ao invés de ler bons livros, trabalhar mais e melhor ou cuidar de suas famílias? Quantos não se enredam em longas tretas sem nenhum propósito e que mais trazem dano do que benefício quando poderiam, por exemplo, usar esse tempo em oração ou em estabelecer verdadeiras relações sociais? As redes sociais são ambientes abertos a todos, desde as pessoas mais nobres às mais degradadas, dos mais inteligentes e sensatos aos gênios de internet. Eles são uma legião e sabem ser bastante impertinentes e prejudiciais. E se empenham em o ser.

Por isso, vou estabelecer metas intelectuais, profissionais e pessoais bastante agressivas para o próximo ano, talvez como nunca antes o tenha feito. Minha participação em redes sociais deve, basicamente, se limitar a conversas com pessoas mais próximas, busca por material de pesquisa e postagem de meus textos deste blog. Tenho uma penca de livros para ler, alguns para escrever, línguas a estudar, uma carreira profissional para alavancar, muitas práticas cristãs diárias a fazer e família e amigos a quem me dedicar. Logo, minha postura sobre assuntos os quais minha opinião pouco ou nada valha ou sobre os quais não tenho poder de ação será entre o “não sei” e o “dane-se”. Desculpem-me, não quero ser o campeão das redes sociais. Quero ser um campeão na vida.

Fábio V. Barreto

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
Esse post foi publicado em Avisos, Crônicas e marcado , . Guardar link permanente.

Uma resposta para O campeão das redes sociais

  1. Caterina disse:

    Brilhante, assim que devemos nos posicionar! Bj

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