Minha Reconversão

743px-Schnorr_von_Carolsfeld_Bibel_in_Bildern_1860_001Texto publicado em 2009,num dos meus antigos blogs, e republicado aqui com uma ligeira atualização no primeiro parágrafo. Em parte desatualizado, mas um tanto querido para mim, por ter importância em meu percurso espiritual.

Numa interessante lista de discussões via e-mail da qual participava até há pouco tempo, um dos membros fez uma pergunta geral aos participantes, inquirindo sobre quem na lista se converteu ou retornou de fato à fé batismal nos últimos dez anos. As histórias foram bastante interessantes, especialmente dos membros que na adolescência foram ateus inveterados e hoje são católicos fervorosos. O meu caso, entretanto, foi diferente. Foi um caso de reconversão, que o texto que por lá escrevi (e aqui reproduzo) poderá explicar melhor:

“Bem, a minha história talvez seja uma das mais sem-graça da lista.

Eu nunca fui ateu. Verdade que lá pelos meus 14 anos eu me achava um sujeito inteligentíssimo, cultíssimo, mas não cheguei ao ponto de renegar a religião. Em meus tempos de 1ª Comunhão (quando eu tinha uns 10 ou 11 anos) tive um contato muito forte com a religião, que muito me estimulava a pensar no assunto e a ler a Bíblia. Era um grande interesse por tudo o que estivesse ligado à Deus e à Igreja, mas isso foi-se esmaecendo com o passar dos anos, principalmente com a chegada da adolescência.

Não deixei de ir à missa e nem de ler algo da Bíblia, mas fazia tudo isso tão irregularmente que mal podia colher algum proveito disso [creio mesmo que já cheguei a passar cerca de 1 ano sem ir à missa). Passei a deixar que assuntos mundanos ocupassem o centro das minhas atenções, como a História, a Política, meu futuro estudantil e profissional, etc. Acabei por relegar temas religiosos para segundo plano. Vejam bem: não que tivesse abandonado a religião; apenas o assunto me parecia pouco importante. Julgava que não me devia preocupar muito com ele. Nessa via, cheguei mesmo a tolerar insultos e críticas pesadas ao cristianismo e à Igreja Católica por pessoas que tinham opiniões concordantes comigo noutros assuntos, especialmente em política.

Mas aí, há uns 2 anos atrás, eu me dei conta de como Deus fazia falta na minha vida. Ocorreu-me isso de uma forma meio que repentina, mas para a qual contribuíram a convivência com pessoas religiosas (católicas ou não), as investidas dos ateus militantes e reflexões sobre a vida. Desde então tenho rezado mais, ido à missa todos os domingos e, desde o fim do ano passado, participo de uma catequese para adultos aos sábados, pela tarde, na Sé Velha de Coimbra, o que, aliás, amo bastante. Temas religiosos estão entre meus principais interesses desde então (embora eu não fale muito sobre religião, justamente por saber que meus conhecimentos são insuficientes), e penso, daqui a uns anos, em fazer uma faculdade de Teologia. Vontade não me falta, só preciso ajustar algumas coisas da minha vida prática.

Ah, e deixei de me achar, há anos, a Encarnação da Cultura e do Saber, como cria na adolescência. Isso também deve ter-me ajudado bastante!”

Fábio V. Barreto

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
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