Mensagem de Natal 2014

Mal começa dezembro e entramos num estado de agonia coletiva. Final de ano letivo, momento de encerrar as atividades laborais e fazer um balança do ano, comprar presentes, preparar festejos natalinos, etc. São tantas pressões e compromissos que chegamos a crer que tudo isto nada tem a ver com o Natal, que deveria ser, segundo muitos, uma época de grande paz e tranquilidade.
Ledo engano: a agitação que antecede o Natal está na essência do tal “espírito natalino”. Isto porque o Natal traz à memória o nascimento de Cristo, quando Deus-Filho desceu de sua glória celeste, se fez carne, experimentou a condição humana exceto no pecado e habitou entre nós. As potências infernais e os poderes deste mundo não deixaram de reagir contra aquele que era anunciado como o Redentor desde o Gênesis, passando por Moisés e mais tarde pelos profetas hebreus do Antigo Testamento. A imaculada concepção de Maria, a inesperada gravidez de sua prima Isabel, a mudez de Zacarias, a fuga da Sagrada Família para o Egito, batismo de sangue dos inocentes são fatos que mostram bem como desde o início a época natalina é um tempo de agitação e de acontecimentos extraordinários.
Tal se repete ainda hoje não apenas para nós que temos que passar por estas agitações superficiais de várias confraternizações, de trocas de presentes, mas principalmente para os milhões de cristãos dispersos pelo mundo que enfrentam discriminação e perseguições por causa de sua fé. Tal como no início da era cristã, diversos seguidores de Cristo se vêem às voltas com privações e violências por sua fidelidade ao Rei dos reis, agora não mais em razão do jugo romano, mas na Coreia do Norte, na Somália, em Cuba, no Irã, no Iraque, na Síria, na Indonésia, na Palestina, no Iêmen, na Jordânia, na China, no Vietnã e em muitos outros países. Para eles essa não é uma época de se preocupar com que roupa usar na festa ou se os parentes comerão com gosto a ceia natalina, mas sim se serão ainda mais duramente reprimidos por preferir Nosso Senhor ao marxismo ou ao fundamentalismo islâmico Se conseguirão ir a uma missa em paz. Se permanecerão vivos. Para eles a imagem da Sagrada Família fugindo para o Egito deve ser ainda mais familiar e viva do que o é para nós.
Por isso, como pedido de Natal, quero que todos orem por estes cristãos perseguidos. Que Deus os conforte e proteja de todo o mal, auxiliando-lhes para que essa perseguição se transforme em santificação para eles, bem como abra os olhos e corações de seus algozes para que renunciem ao mal que fazem e, com a liberdade com que escolheram o caminho do mal, abracem o caminho reto do bem.

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
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