Notícias de Coimbra

Cheguei a Coimbra há 24 dias, mas nada escrevi por aqui. Também pudera: estou num ritmo bastante agitado de obrigações universitáras e, além disso, não tenho me dedicado a muitas coisas que não os meus estudos acadêmicos, com a finalidade específica de terminar meus estudos na FDUC. Assim, mal me dedico à leituras ou a acompanhar o noticiário, seja sobre Portugal, os EUA ou o Brasil.

Mas não deixei de fazer minhas reflexões e observações sobre o país e a cidade. Coimbra continua basicamente igual, isto é, linda, apesar de todos os seus problemas. A Universidade continua com sua majestade que me encanta desde 2005, quando a vi pela primeira vez e nem era aluno dela. Entretanto, notei a falta de muitos alunos. Não tenho dados ou estatísticas sobre isso, mas me parece que a Universidade de Coimbra (ou ao menos a Faculdade de Direito) está com consideravelmente menos alunos do que há um ano atrás, quando deixei a cidade. Essa mesma impressão tambem teve uma gentil empregada da cafeteria da FDUC, que me conhece há tempos. Existe, no entando, a expectativa de de depois da Latada as coisas mudem, ao menos um pouco. Deve ser a crise, conjeturamos. A crise, aliás, está perpassando cada aspecto da vida portuguesa. É um assunto mais amplo, que merece uma crônica exclusiva.

Bem, a Latada decorreu de 11 a 17 de Outubro. É a festa destinada a recepcionar os caloiros na UC, é a segunda grande festa acadêmica (só fica atrás da Queima das Fitas) e marca a abertura do ano acadêmico em Coimbra. É bonita, mas não me interessei nem um pouco. Eu, definitivamente, passei dessa fase. Resta saber se a população estudantil da urbe vai aumentar agora.

Passo quase o meu dis inteiro na Sala de Leitura dos Gerais da FDUC, estudando. Chego entre as 9 e 10 da manhã, saio pontualmente ao meio-dia para almoçar (sim, continuo com esse hábito), volto uma hora depois para retomar o estudo, e nele fico até o fim da tarde. Costumo ir ao supermercado no fim de semana, especialmente aos sábados. Vou à missa na Sé Velha (que, felizmente, continua com o Pe. João Evangelista) às 11h no domingo e, depois de telefonar à minha família, permito-me ao que talvez seja o meu único luxo por cá: ir ao Forum Shopping de Coimbra almoçar num restaurante japonês muito bom e bem acessível (comida portuguesa eu já como toda a semana nas Cantinas da UC) , dar um passeio pela FNAC, Bertrand, Primark ou outras lojas, e volto à casa. Sim, meus dias são um tanto padronizados, mas não chego a ser metódico como Kant.

Saudades? Sim, muitas. Saudades da minha família, do Miguel, da Gabriela, dos colegas, das coisas do Brasil. Mas temos que encarar a realidade e as necessidades. E eu tenho de fazer aqui o que estou fazendo. Que Deus me ajude nessas batalhas!

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
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