Fragmentos da Biblioteca Ideal. Literatura (I)

Certa vez, Olavo de Carvalho disse que é muito importante, para quem quer seguir a senda da vida intelectual, montar uma biblioteca imaginária, na qual estarão todos os
livros que se pretende ler até o fim da vida. Claro que ela não é um plano que
feito uma vez, permanece imodificável para todo o sempre, pois o próprio estudo
selecionará as obras devidas das indevidas, bem como mesmo os assuntos a serem
estudados. Claro que essa biblioteca tem também ordem e hierarquia. Ela deve ser
montada com base nos livros mais importantes sobre o assunto e observar o
status questionae dos problemas. Por isso, embora seja para nossa
orientação, ela é bastante mutante, embora isso não deva ser encarado como um
problema.

Assim, resolvi montar o esboço de uma lista de obras literárias
desta minha biblioteca imaginária, que mostro agora aqui. Focarei nas
literaturas brasileira e portuguesa, mas mostrarei outras também. Depois
postarei outras obras, bem como livros de Direito, Filosofia, Teologia,
História, etc.

1) Machado de Assis: Opera Omnia
2) Luís de Camões: Os Lusíadas, Poesia Lírica
3) Fernando Pessoa: Opera Omnia
4) Gil Vicente: Auto da Índia, Auto da Alma, Auto da Barca do
Inferno, Farsa de Inês Pereira
5) Garcia Resende: Cancioneiro
6) Bernardim Ribeiro: Menina e Moça
7) António Ferreira: A Castro
8) Bocage: Sonetos
9) Almeida Garret: Cancioneiro, Frei Luís de Sousa, Viagens à Minha Terra
10) Alexandre Herculano: Eurico, o Presbítero; O Bobo
11) Gonçalves Dias: Poesia Lírica e Indianista
12) José de Alencar: Iracema, O Guarani, Ubirajara, Senhora, A Pata da Gazela
13) António Nobre: Só, Despedidas
14) Eugénio de Castro: Antologia
15) Camilo Pessanha: Clepsidra
16) Cesário Verde: o Livro de Cesário Verde
17) Cruz e Sousa: Opera Omnia
18) Alphonsus de Guimaraens: Opera Omnia
19) Miguel de Cervantes: Don Quijote; Novelas Exemplares
20) Johann W. von Goethe: Fausto; Werther; Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister

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Sobre Fábio V. Barreto

Católico, aprendiz de escritor, ávido por conhecimento, e outras coisas mais.
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2 respostas para Fragmentos da Biblioteca Ideal. Literatura (I)

  1. É bom montar a tal biblioteca imaginária, ter um caminho a seguir nos estudos. No entanto, dificilmente percorremos o caminho traçado. Descobrimos novos autores, novos livros, novos interesses. E há livros que julgamos importantes, mas não nos dizem muita coisa quando os lemos, ou seja, tínhamos sobre esses livros uma ideia que não corresponde à nossa realidade, aos nossos interesses. Então é bom traçar um caminho, mas sempre considerando a possibilidade ou a necessidade de mudá-lo de alguma forma.

  2. fabiovbarreto disse:

    Sim, Marco. O caminho é uma referência, não uma resolução irrevogável. Serve para orientar, mas não para determinar o que se vai ler.

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